sexta-feira, 16 de abril de 2021

Contradição Calvinista


 

Dilema Calvinista:O que admitir: Inabilidade Total ou Orgulho Denominacional?

 

Este artigo trata mais com os Calvinistasextremados do que com os Calvinistas Moderados, e os Moderados e extremados tem este debate uns com os outros frequentemente e geralmente termina com os extremados anatematizando os Moderados. Para começar, considere o que a doutrina Calvinista da Inabilidade Total ensina:

 

O Calvinista Erwin Lutzer escreve: “Assim, a doutrina da depravação totalconduz diretamente a eleição incondicional—um homem morto não pode responder aos apelos do evangelho.” (The Doctrines That Divide, p.181, ênfase minha).

 

Calvinoacrescentas:“Desde que toda a raça humana está cega e obstinada, aquelas falhas permanecem fixas em nossa natureza até que elas são corrigidas pela graça do Espírito, e isso vem somente da eleição. Duas pessoas podem ouvir o mesmo ensino juntas; e ainda uma estar disposto a aprender e o outro persiste em sua obstinação. Eles não diferem em natureza, mas Deus ilumina um e não o outro. Nós somos, de fato, feitos filhos de Deus pela fé—fé é para nós a porta e o começo da salvação; mas existe alguma coisa oculta com Deus. Ele não começa a nos escolher depois que cremos, mas pelo dom da fé Ele sela a adoção que estava oculta em nossos corações e a faz manifesta e certa. … Vamos aprender que a eleição de Deus é confirmada pela fé a fim de que nossas mentes possam se voltar para Cristo como o penhor da eleição.” (Acts: Calvin, Crossway Classic Commentaries, p.229, ênfase minha).

 

O Calvinista, James White, explica:“Fora do milagre da graça divina de alguém que odeia a Deus para alguém que ama a Deus, nenhum homem jamais seria salvo.” (Debating Calvinism, p.64, ênfase minha).

 

White explica:“Como o homem está em rebelião contra a fonte de toda a verdadeira vida, o resultado é chamado de morte espiritual—umamorte que somente o milagre da regeneração, sendo ‘nascido de novo,’ pode solucionar.” (Debating Calvinism, p.69, ênfase minha).

 

Então, Segundo o Calvinismo, o homem é tão inteiramente caído que para Deus simplesmente capacitar uma pessoa para recebê-lo é completamente insuficiente e portanto, Deus deve tomar o passo radical de implantar umaGraça Irresistível em todos os que o recebem. Sendo assim, a questão então é essa: se uma pessoa se arrependeu verdadeiramente, dada a sua condição prévia, uma disposição caída e depravada, o que pode indicar, que se você é um Calvinista, concernente a que tipo de graça que eles receberam? Segundo o paradigma Calvinista, teria que ter sido a Graça Irresistível mencionada acima, do contrário, eles nunca teriam sido capazes de se arrepender genuinamente em primeiro lugar. Sendo assim, se uma pessoa se arrependeu verdadeiramente, então isso deve ser um indicativo de uma graça irresistível e se é uma graça irresistível, isso deve ser um indicativo de uma Eleição Especial. Então isso levanta um ponto interessante. E sobre aqueles que verdadeiramente se arrependeram e receberam a Cristo, mas ainda não aceitaram o Calvinismo, e de fato, tem rejeitado o Calvinismo como um ensino completamente falso? O que você está prestes a ver é que alguns Calvinistas negarão que estes jamais se arrependeram e ainda devem permanecer em seus estados irregenerados, depravados:

 

O Calvinista Matthew McMahon escreve:“Quando eu tinha 21, eu tive uma forma de religiosidade, mas neguei seu poder. Eu tive um sistema de doutrina que nega Jesus como o único Soberano e Senhor. Ainda, Deus em sua misericórdia me perdoou este pecado hediondo de crença errada. Ele permitiu que as escamas caíssem de meus olhos. Ele me permitiu, se você quiser, ser ‘nascido de novo e de novo.’ Minha mente foi renovada e minha vida foi transformada pelas doutrinas da graça [calvinismo]. É absolutamente verdade o que Spurgeon disse, que o Calvinismo não é nada a mais do que um apelido para o Cristianismo Bíblico. E até a pessoa entender estas doutrinas, seu andar com Deus será um andar superficial.” (Why I am a Calvinist, ênfase minha).

 

A Igreja da Graça Soberana pergunta:A pessoa deve crer na ‘doutrina da eleição’ [eleição incondicional] para ser um Cristão?A resposta é sim, tão certo como alguém deve crer e aceitar a graça de Deus para ser um Cristão. Cortar a eleição da graça é ter uma ‘graça’ sem graça. Cortar a eleição do evangelho é ter um ‘evangelho’ que não é o evangelho, porque um evangelho sem sema graça é um outro evangelho da mensagem bíblica (Gálatas 1:6-10).” (http://www.sgc-gettysburg.org/writings/argument2.asp, ênfase minha).

 

Pergunta:então, qual é a contradição? 

 

resposta: Se um Cristão não Calvinista não é salvo e regenerado (evidenciado alegadamente por negar o Calvinismo), então, como eles foram livres e capazes de se arrependerem dos seus pecados, professar a Cristo publicamente como Senhor e crer de todo o coração que Deus ressuscitou a Jesus da morte (Romanos 10:9), enquanto todos ainda estavam totalmente depravados? Os Calvinistas extremados desejam sacrificar a doutrina Calvinista da Inabilidade Total ou eles querem confessar que os Cristãos não Calvinistas foram regenerados a fim de tornar exclusivamente essas coisas espirituais? (João Calvino tem uma explicação).

 

O Calvinista James White escreve:“Isto não significa que não há irregenerados, homens não salvos que entendem as esboços da teologia cristã, por exemplo, ou as afirmações da fé Cristã. O que significa é que não existe nenhum homem irregenerado que aceita espiritualmente, entende e conhece as coisas de Deus” (Debating Calvinism, p.69, ênfase minha).

 

Deixando de lado um mero entendimento da teologia, existe qualquer pessoa não regenerada que até mesmo se arrependeu, professou a Cristo e creu de todo o coração que Jesus Cristo é o Senhor? A resposta Calvinista tem que ser não. Por quê? Porque é suposto que eles são tão escravizados na depravação do pecado que eles não podem se arrepender. Ponha de lado a habilidade para viver uma vida perfeitamente santa, o Calvinismo ensina que os não regenerados são tão escravizados que eles não podem nem mesmo realizar um verdadeiro ato de arrependimento, a menos que eles sejam nascidos de novo antecipadamente, e portanto, os Calvinistas linha dura devem concluir em última análise que os Arminianos odeiam a Deus, enquanto em contraste, os Calvinistas amam a Deus, e que os Arminianos nunca se arrependeram enquanto os Calvinistas se arrependeram.

 

Pergunta: então, como o Arminianismo explica como o homem caído supera sua escravidão ao pecado e se arrepende?

 

Resposta: apesar de sair um pouco da rota, uma explicação é necessária. O Arminianismo afirma que o homem caído e irregenerado só pode se arrepender e crer em Cristo pela intervenção divina de Deus, embora como Deus intervém exatamente é a natureza do debate entre o Calvinismo e o Arminianismo. Deus dá antecipadamente ao homem um novo coração a fim de o escolher irresistívelmente, enquanto passa por outros ou Deus intervém em direção a todos, através do “vivo e ativo” Evangelho (Romanos 10:17), que é espíritoe vida (João 6:63),limpa (João 15:3) e lava (Efésios 5:26), pelo que nós somos nascidos de novo (I Pedro 1:23), pelo qual o Senhor busca o perdido (Lucas 19:10),atrai o perdido (João 12:32),bate na porta do coração do perdido (Apocalipse 3:20), em conjunto com o Santo Espírito que convence o coração do perdido (João 16:8),alfineta o coração do perdido (Atos 26:14), penetra o coração do perdido (Atos 2:37) e abre o coração do perdido para responder ao evangelho (Atos 16:14). Este é o contraste.

 

Contudo a questão permanece: o que o Calvinista extremado desistirá: a Inabilidade Total ou confessar que os Cristãos não Calvinistas professos estão em Cristo? A resposta de João Calvino foi algo chamado de Graça Temporal [evanescente]:

 

João Calvino explica:“Não deixe ninguém pensar que aqueles [que] caíram...foram predestinados, chamados Segundo o propósito e verdadeiros filhos da promessa. Por que aqueles que parecem viver piedosamente podem ser chamados filhos de Deus; mas desde que eles viverão impiedosamente e morrerão nessa impiedade, Deus os chama filhos em seu pré conhecimento. Existem filhos de Deus que ainda não aparecem pra nós, mas agora são para Deus; e existem aqueles que por conta dagraça apropriada ou graça temporal, são chamados assim por nós, mas não são por Deus” (Concerning the Eternal Predestination of God, p.66, ênfase minha).

 

Contudo, isso cria outro dilema para o Calvinista, é que essa Graça Temporal roubaria até mesmo o Calvinista de qualquer segurança real. Em última análise, o Calvinismo então se tornaria uma religião baseada nas obras a fim de provar que eles não possuem uma simples Graça Temporal, e nunca sabem quando tal graça temporal seria retirada. No momento que qualquer Calvinista deslizar, eles devem realmente ponderar, “Me deram apenas uma Graça Temporal, e agora eu estou somente escorregando de volta para a lama da Depravação Total e vou perecer segundo a vontade predestinada de Deus?”.

Calvinistas, bebam seu próprio veneno.

 

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Fonte:

 

http://www.examiningcalvinism.com/files/Articles/Contradiction.html

 

Tradução Walson Sales

 

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A Religião na Ciência

 

Por Frank Turek

 

Se a cosmologia atual do Big Bang estiver correta (e as evidências são muito boas de que está), então todo o universo espaço-tempo explodiu do nada. Portanto, a Causa do universo parece ter estes atributos:

 

·         Aespacial porque criou o espaço

·         Atemporal porque criou o tempo

·         Imaterial porque criou a matéria

·         Poderosa porque criou do nada

·         Inteligente porque o evento de criação e o universo foram projetados com precisão

·         Pessoal porque fez a escolha de converter um estado de nada em algo (forças impessoais não fazem escolhas).

 

Os mesmos atributos do Deus da Bíblia (que é uma das razões pelas quais acredito em um Deus da Bíblia e não em um deus da mitologia como Zeus). Quando apresentei essa conclusão aos ateus, muitos deles responderam alegando que eu estava especulando - que realmente não sabemos o que causou o universo (veja os comentários nas postagens acima). Este é exatamente o tipo de resposta que o astrônomo agnóstico Robert Jastrow disse ser comum para ateus que têm sua própria religião - a religião da ciência. Jastrow, que já se sentou na cadeira de Edwin Hubble no Observatório do Mount Wilson, escreveu o seguinte:

 

Existe uma espécie de religião na ciência. . . todo efeito deve ter sua causa; não há Causa Primeira. . . . Essa fé religiosa do cientista é violada pela descoberta de que o mundo teve um início sob condições nas quais as leis conhecidas da física não são válidas e como produto de forças ou circunstâncias que não podemos descobrir. Quando isso acontece, o cientista perde o controle. Se ele realmente examinasse as implicações, ficaria traumatizado. Como sempre, quando confrontada com traumas, a mente reage ignorando as implicações - na ciência, isso é conhecido como “recusar-se a especular” - ou banalizando a origem do mundo chamando-o de Big Bang, como se o Universo fosse um foguete.

 

A implicação da criação do universo a partir do nada é que existe uma Causa fora do universo com os atributos listados acima. Isso não é especulação, mas seguir as evidências para onde ela leva.

 

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Fonte:

 

https://crossexamined.org/does-god-exist/

 

Tradução Walson Sales

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Série em defesa da ressurreição: o testemunho de mulheres


Por By Brian Chilton


O mês de março foi designado como o Mês da História da Mulher. Freqüentemente, tem sido erroneamente sugerido que a Bíblia é misógina ao retratar as mulheres. Embora este artigo não possa combater todas as acusações de misoginia levantadas contra às Escrituras, é irônico que tenha sido o antigo testemunho das mulheres, aquelas que os céticos afirmam que as Escrituras rejeitam, que sugere fortemente a alta probabilidade histórica do evento da ressurreição. Este artigo examinará quatro maneiras pelas quais o testemunho inicial das mulheres serve como uma defesa para a historicidade da ressurreição de Jesus. Antes de prosseguirmos, vamos primeiro olhar o que os Evangelhos afirmam sobre o testemunho das mulheres de que Jesus havia ressuscitado.

 

E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Porque ainda não sabiam a Escritura, que era necessário que ressuscitasse dentre os mortos. Tornaram, pois, os discípulos para casa. E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre. Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto. João 20:1-18

 

O testemunho antigo das mulheres postula que a história não foi inventada.

 

O testemunho de uma mulher não tinha muito peso em um antigo tribunal. Isso não quer dizer que uma mulher não tivesse importância no tribunal. No entanto, se o testemunho de uma mulher entrasse em contradição com o testemunho de um homem, o testemunho do homem era geralmente aceito, a menos que duas mulheres testemunhassem contra o homem. Mesmo assim, não havia garantia de que o testemunho da mulher seria aceito (ver m. Ned. 11:10). Na tradição rabínica - não na lei de Deus - uma mulher não podia participar da leitura da Torá na sinagoga. Ela nem mesmo tinha permissão para citar o Shemá, o maior mandamento encontrado em Deut. 6: 5 (Ber. 3: 3). No entanto, foram as mulheres que viram Jesus ressuscitado primeiro.

Ironicamente, o testemunho da ressurreição das mulheres não consta no credo de 1 Coríntios 15: 3-9. Thomas Oden afirma que, uma vez que o testemunho das mulheres não era permitido no tribunal oficial, o credo foi deliberadamente encurtado para fornecer a melhor evidência para a fé cristã (Oden, Word of Life, 497-498). Se for esse o caso, então porqueo testemunho das mulheres foi incluído nas biografias de Jesus? A resposta - porque era verdade! O testemunho das mulheres é bastante bizarro se não for um evento genuíno. Se alguém fosse inventar uma história dessa no primeiro século, as primeiras testemunhas certamente não seriam mulheres. Elas teriam sido as últimas a serem considerados para tal função. O grande amor de Jesus por suas discípulas é encontrado por sua escolha em revelar o evento da ressurreição - o maior milagre da história - primeiro para suas discípulas.

 

O testemunho antigo das mulheres fornece detalhes embaraçosos.

 

As mulheres que serviram como as primeiras testemunhas da ressurreição fornecem vários fatores embaraçosos a serem considerados. Historicamente, detalhes embaraçosos confirmam a natureza verdadeira de uma história. Uma pessoa não expõe de bom grado coisas que intencionalmente embaraçam seus autores ou representantes primários. No entanto, quando se trata da história da ressurreição, os discípulos homens ficaram constrangidos com o testemunho das mulheres em várias frentes. Primeiro, os discípulos homens ficaram constrangidos com a devoção das mulheres. Nenhum dos discípulos homens ofereceu a Jesus um sepultamento adequado. Foram as discípulas que assumiram a responsabilidade de ungir o corpo de Jesus. Nos eventos apressados da Sexta-feira Santa, o corpo de Jesus foi levado às pressas para o túmulo e não recebeu um sepultamento Judaico adequado. Isso era inaceitável no antigo Judaísmo. Onde estavam os homens? As mulheres estavam preocupadas ao se aproximarem da tumba sobre como elas poderiam entrar, já que a pedra era tão grande e também não havia nenhum homem com elas. Os homens ainda estavam dormindo? Como qualquer pessoa que cresceu na igreja sabe - se não fosse pelas mulheres, nada seria feito.

Em segundo lugar, os discípulos homens ficaram constrangidos com as mulheres sendo as primeiras mensageiras da ressurreição. As mulheres foram essencialmente as primeiras evangelistas da mensagem da ressurreição. Jesus disse-lhes que contassem aos discípulos sobre sua ressurreição (João 20:17).

Terceiro, e aqui fica pior, uma mulher com um passado duvidoso foi apontada como a primeira testemunha da ressurreição. Alguns postularam ao longo dos séculos que Maria Madalena havia sido uma prostituta. Em 591 d.C., o Papa Gregório, o Grande, ensinou: “Aquela a quem Lucas chama de mulher pecadora, a quem João chama de Maria [de Betânia], acreditamos ser a Maria de quem sete demônios foram expulsos de acordo com Marcos”. Contrário a Gregório, o Grande, não há nenhuma evidência bíblica que sugira que Maria era uma prostituta. No entanto, os Evangelhos observam que Maria Madalena esteve possuída por sete demônios até que Jesus os expulsou (Lucas 8: 1-3). Então espere! Uma mulher que havia sido possuída por sete demônios - uma indicação da gravidade de sua possessão - foi escolhida como a primeira testemunha?!? Isso não faz absolutamente nenhum sentido, a menos que seja de fato verdade. Se uma pessoa fosse inventar uma história, Maria Madalena seria a ÚLTIMA pessoa que alguém escolheria como testemunha principal dessa história.

 

O testemunho antigo dasmulheres comprova atestados múltiplos.

 

O terceiro ponto é simples. Falando historicamente, quanto mais fontes forem encontradas para um evento, maior será a probabilidade de que o evento em questão tenha ocorrido. O primeiro testemunho das mulheres é encontrado em todos os quatro Evangelhos. Independentemente de como alguém lida com a questão de estar relacionado entre os escritores dos Evangelhos, essas histórias são independentes, conforme observado pelas diferenças em sua apresentação. Todos os Evangelhos servem como quatro fontes independentes. Isso é profundo, dada a ausência de mulheres em 1 Coríntios. 15: 3-9. É indescritivelmente absurdo inventar as mulheres como as primeiras testemunhas e depois conectá-las às quatro biografias de Jesus, a menos que alguma base histórica seja encontrada na história. Os relatos das testemunhas oculares das mulheres apresentam um forte argumento histórico de sua autenticidade, o que confirma ainda mais a legitimidade do evento da ressurreição.

 

O testemunho antigo das mulheres retrata o status elevado delas.

 

Embora este artigo tenha se concentrado na validação histórica do evento da ressurreição, não se pode ignorar o alto nível de importância que Jesus deu às suas discípulas. Jesus foi revolucionário em sua elevação das mulheres. Por causa do valor que ele dava às mulheres, suas discípulas desempenharam um papel significativo no ministério inicial da igreja (Eckman, ECH, 14). As mulheres estavam entre seus primeiros contribuintes financeiros (Lucas 8: 3). Para a surpresa de todos os presentes, Jesus permitiu que Maria sentasse a seus pés, uma honra que a maioria dos rabinos dava apenas aos homens (Lucas 10:39). Embora as mulheres não tivessem permissão de ler a Torá na sinagoga, elas estavam no Cenáculo quando o Espírito Santo foi derramado no Pentecostes (Atos 2: 1-4). Jesus não apenas valorizou as mulheres, mas também deu a algumas das mulheres que o seguiram a maior honra imaginável - elas foram as primeiras testemunhas do Jesus ressuscitado!

Conclusão: Norman Geisler diz melhor: "É um sinal inequívoco da autenticidade do registro que, em uma cultura dominada por homens, Jesus apareceu pela primeira vez a uma mulher" (Geisler, "Resurrection, Evidence For", BEOCA, 651). O testemunho das mulheres está na frente e no centro como evidência de que Jesus realmente saiu vivo do túmulo no primeiro domingo de Páscoa. As personagens mais improváveis de ter valor no primeiro século viram-se como as embaixadoras da maior mensagem já dada. Jesus havia ressuscitado, e o Jesus ressuscitado escolheu revelar essa nova verdade radical para aquelas que muitas vezes foram negligenciadas e consideradas sem importância. Não é exatamente como Jesus agiria? Deveríamos ter esperado outra coisa?

 

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Fonte:

 

https://crossexamined.org/resurrection-defense-series-the-testimony-of-women/

 

Tradução Walson Sales

 

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Referências:

Eckman, James P.Exploring Church History. Wheaton, IL: Crossway, 2002.

 

Geisler, Norman L.“Resurrection, Evidence For.”Baker Encyclopedia of Christian Apologetics. Baker Reference Library. Grand Rapids, MI: Baker Books, 1999.

 

Mishnah Berakhot 3:3 (sefaria.org).

 

Oden, Thomas C.The Word of Life: Systematic Theology. Volume Two. San Francisco, CA: HarperSanFrancisco, 1992.

 

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Textosrecomendados:

http://www.cacp.org.br/misogino-a-mulher-em-israel/

http://www.cacp.org.br/o-testemunho-embaracoso-das-mulheres/

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