sábado, 10 de abril de 2021

A Regeneração Antes da Fé e da Salvação?


 

Por Dave Hunt

 

Porque os Calvinistas insistem que os homens devem ser regenerados soberanamente antes que eles possam crer no evangelho quando a Bíblia afirma repetidamente que a regeneração vem por meio de crer no evangelho? Três dos cinco pontos da TULIP entrariam em colapso se a frase de Paulo "Crê...e serás salvo" (Atos 16.31) fosse verdade?

Vimos que Calvino apesar de afirmar que "Somos justificados apenas por fé,"[1] insistiu que Deus regenera e justifica crianças sem fé. Ele então afirmou que Deus deve regenerar soberanamente todos que seriam salvos, embora a Escritura requeira a fé no evangelho para a regeneração ocorrer: "Sendo de novo gerados...pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre...e esta é a palavra que entre vós foi evangelizada" (1 Pedro 1.23, 25). Convencidos por Calvino, muitos evangélicos que rejeitam o erro das crianças ser regeneradas pelo batismo, aceitam, contudo a ideia que o eleito deve ser regenerado soberanamente antes que eles possam crer no evangelho.

De fato, a ideia de que a regeneração deve preceder a fé é essencial ao Calvinismo. O Sínodo de Dort afirmou: "Portanto, todos os homens...sem a graça regenerativa do Espírito Santo...nem são capazes nem desejosos de se voltar a Deus."[2] White afirma que "A afirmação reformada é que o homem não pode entender e abraçar o evangelho nem responder em fé e arrependimento [ênfase dele] em direção a Cristo sem Deus primeiro o livrar do pecado e o dar vida espiritual (regeneração)."[3] Sproul afirma que "A visão Reformada da predestinação ensina que antes que a pessoa possa escolher a Cristo...ele deve nascer de novo...primeiro não se crê para se tornar nascido de novo.[4] O ponto básico da teologia Reformada é a máxima 'regeneração precede a fé.'"[5] Igualmente Palmer insiste que "Somente quando o Espírito Santo regenera o homem, o torna vivo espiritualmente, o homem pode ter fé em Cristo e ser salvo."[6] Concordando com esse dogma básico do Calvinismo, Piper afirma, "Nós não pensamos que a fé precede e causa o novo nascimento. A fé é a evidência de que Deus nos gerou de novo."[7]

Mas a Escritura não diz que o novo nascimento vem como um resultado da fé? Paulo relembrou aos Gálatas que eles eram “todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3.26 ênfase adicionada). Ainda, White insiste que a “regeneração deve ocorrer primeiro.”[8] Aqui estão ainda mais afirmações de Calvinistas que contraditam diretamente a Palavra de Deus: “Um homem não é salvo porque ele crê em Cristo, ele crê em Cristo porque ele é salvo.”[9]; “Um homem não é regenerado porque ele primeiro creu em Cristo, mas ele crê em Cristo porque ele já foi regenerado.”[10]; “Nós não cremos a fim de ser nascido de novo, nós somos nascidos de novo a fim de de que possamos crer.”[11]; “Nenhum homem pode crer, a menos que ele seja gerado de Deus.”[12]

A Escritura diz o oposto repetidamente: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16.31); “Se creres em teu coração...serás salvo” (Romanos 10.9). Aqui estão mais alguns dos muitos textos da Escritura que afirmam, sem margem de erro, que a fé precede e é o sine qua non para receber a salvação/vida eterna por meio da regeneração: “e vem o Diabo e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo” (Lucas 8.12); “Para que todo aquele que nele crê...tenha a vida eterna.” (João 3.15); “Aquele que crê...passou da morte para a vida.” (João 5.24); “Todo aquele...que crê nele...tem a vida eterna.” (João 6.40); “Aquele que crê em mim tem a vida eterna.” (João 6.47); “Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (João 11.25); “Estas coisas foram escritas...para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20.31); “Se creres...serás salvo.” (Romanos 10.9); “aprouve a Deus...salvar os creem.” (I Coríntios 1.21); “Pela graça sois salvos por meio da fé.” (Efésios 2.8); “Para que em mim...Jesus Cristo mostrasse o exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna.” (I Timóteo 1.16); “Nós somos...daqueles que creem para a conservação da alma.” (Hebreus 10.39).

Que o evangelho deve ser crido especificamente para o novo nascimento ocorrer é claro: “O evangelho...é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.” (Romanos 1.16); “porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo.” (I Coríntios 4.15); “Ele nos gerou pela palavra da verdade.” (Tiago 1.18); “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus.” (I João 5.1).

Os Calvinistas às vezes revelam a falsidade de suas posições, por inadvertidamente fazer afirmações bíblicas, como quando Sproul escreve: “Uma vez que Lutero captou o ensino de Paulo em Romanos, ele nasceu de novo.”[13] Se Deus deve regenerar soberanamente o eleito antes que ele possa crer no evangelho, que nascer de Novo foi esse que Lutero recebeu depois que ele creu no evangelho?

White pergunta “Se uma pessoa pode ter fé salvífica sem o novo nascimento, então o que o novo nascimento efetua?”[14] Faz aqueles que creem em Cristo “filhos de Deus” como João disse: “deu-lhes o poder de serem feitos [por meio do novo nascimento] filhos de Deus, aos que creem no seu nome; foram...nascidos de Deus.” (João 1. 12, 13, ênfase adicionada).

Porque os Calvinistas, apesar de tantos textos bíblicos contrários, insistem que Deus deve regenerar os pecadores soberanamente antes que eles conheçam e creiam no evangelho? A resposta é simples: se esse não fosse o caso, três dos cinco pontos da TULIP entrariam em colapso: depravação total, eleição incondicional e graça irresistível. O totalmente depravado é incapaz de crer e, portanto deve ser regenerado sem fé. Nem a eleição incondicional ou a graça irresistível seriam necessárias se o não regenerado pudesse crer no evangelho.

White utiliza um capítulo inteiro (“A Inabilidade do Homem”) tentando provar que o homem “totalmente depravado” necessita da “habilidade”para crer no evangelho e, portanto deve ser regenerado soberanamente a fim de ser dada a fé para crer.[15] Que habilidade é requerida para crer em Cristo e recebê-lo? Nenhuma, claro. O “dom de Deus é a vida eterna” (Romanos 6.23). White falha em mostrar que alguma habilidade especial é requerida para crer em Cristo e assim receber o dom gratuito de Deus, a vida eterna.

O dom de Deus da vida eterna está em Cristo e é dada a todos que o recebem. Não há indícios que alguma habilidade é necessária para crer em Cristo. Para se crer em alguma coisa depende de duas habilidades que toda pessoa normal tem: um entendimento dos fatos e o desejo de crer. A Bíblia nunca diz que crer no evangelho é o único ato de crença que requer uma habilidade especial para a qual se deve ser primeiro regenerado – uma habilidade que Deus nega a todos, exceto a um grupo seleto. A menor criança com qualquer entendimento é capaz de crer em Cristo e em uma fé infantil receber o presente do perdão e a vida eterna, que Deus oferece graciosamente como um dom a todos. Paulo relembrou Timóteo que “E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.” (I Timóteo 3.15).

Como o Calvinista pode ignorar o ensino claro da Bíblia que a salvação é por fé e concluir que a fé vem como o resultado de ser salvo? Chega-se a essa teoria por dedução de alguns textos da Bíblia enquanto se ignora muitos outros, como, por exemplo, a afirmação de Cristo que “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer” (João 6.44). Desse texto White raciocina que o Pai deve regenerar uma pessoa antes que ele possa ter a fé para crer em Cristo. Mas Cristo não diz que nenhum homem pode vir a Ele a menos que o Pai o regenere, e não existe nenhuma base para concluir que o trazer [atrair] do Pai significa regeneração.

Além disso, enquanto a Escritura nunca diz que para vir a Cristo requer qualquer habilidade especial, a afirmação de Cristo não pode significar inabilidade. Antes, é como dizer “Ninguém pode entrar no museu sem um ticket.” Isso não tem relação com a habilidade passar pela porta; tem a ver com o fato que o acesso é restrito aos que possuem o ticket. É uma simples afirmação ao efeito que o pai deve trazer os homens a Cristo. Ele não diz que o Pai traz apenas alguns e não outros.

Para dar apoio à afirmação Calvinista concernente à alegada inabilidade do homem natural para crer no evangelho, White cita a declaração da Confissão Batista de Londres que “o homem perdeu toda a habilidade para querer desempenhar qualquer daquelas obras, boas espiritualmente, que acompanham a salvação.”[16] Mas que obras e que bem espiritual é requerido para a salvação? Absolutamente nenhum. As boas obras seguem a salvação como Efésios 2. 10 claramente diz: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras.”

White argumenta que enquanto o “homem não regenerado” pode entender o evangelho, ele não pode “se submeter a esse evangelho.”[17] De fato, ele não é chamado para se submeter, mas simplesmente para crer. Nem White pode produzir um simples verso que afirme em linguagem clara que a pessoa não salva é incapaz de crer no evangelho.

White trabalha duro para apoiar “a doutrina Reformada da depravação total do homem e a servidão do homem ao pecado.”[18] Ele argumenta que um homem não regenerado “pode escolher não cometer um ato particular de pecado: o que ele não pode escolher é fazer o que é espiritualmente agradável a Deus...não se pode escolher fazer o que é santo e justo diante de Deus a menos que lhe seja dada uma nova natureza na regeneração.”[19] Claro. Ele parece esquecer que a salvação é oferecida a pecadores, não a feitores de boas obras que “espiritualmente agradam a Deus.” Mesmo se o não regenerado pudesse fazer obras agradáveis a Deus, elas não ajudariam, porque a salvação não é “por obras” (Efésios 2.9). Fé, não obras, é o ingrediente essencial: “Aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe.” (Hebreus 11.6). A fé deve preceder até mesmo a vinda a Deus.

Em The Potter’s Freedom, White cita as palavras de Cristo aos Judeus: “Por não poder ouvir a minha palavra.” (João 8.43) e faz uma paráfrase da afirmação de Paulo que “O homem natural...não pode entender...as coisas do Espírito de Deus” (I Coríntios 2.14) como uma prova a mais da inabilidade do homem natural, não regenerado, para crer no evangelho.[20] Ele então argumenta que “algo deveacontecer antes [ênfase dele] que uma pessoa possa ‘ouvir’ ou crer em Cristo: e essa é a obra de Deus em regenerar o homem natural e o trazer a vida espiritual.”[21] Esta é uma dedução que, como tenho mostrado, não apenas não tem nenhum apoio bíblico, mas é contraditada repetidamente pela Bíblia.

Não pode é usado com frequência na palavra de Deus com o significado de outra coisa além de inabilidade. Por exemplo, é usado com frequência no sentido de restrição moral; e.g., Genesis 34.14; 44.22; Números 22.18; Juízes 11.35; Isaías 59.1. É usado também com frequência, como no caso dos exemplos de White, a denotar não inabilidade, mas falta de disposição, não uma impossibilidade, mas uma escolha: e.g., Josué 24.19; Salmo 77.4; Jeremias 24.3, 8; Marcos 11.33; Lucas 11.7; 14.20; 16.3; Hebreus 9.5. Além disso, como destacamos no capítulo 12, em I Coríntios 2.14, Paulo não está se referindo ao evangelho, mas as “profundezas de Deus” (I Coríntios 2.10), que Pedro diz que “os ignorantes e instáveis” deturpam para sua própria destruição (II Pedro 3.16).

O Calvinista falha (de fato, ele nem sequer tenta) apoiar da Bíblia a ideia que mesmo o pecador mais depravado é incapaz de crer no evangelho, muito menos que para fazê-lo necessite de alguma “habilidade” que falta no homem natural. Existem muitas passagens na Bíblia afirmando que o homem é pecaminoso, um ímpio rebelde alienado de Deus. Mas não existe nenhuma para apoiar a declaração que os pecadores depravados, não importa o grau de impiedade, carecem de alguma habilidade especial requerida para crer em Cristo. Nenhuma!

Não há nem sinal em lugar algum da Escritura que alguma habilidade especial é requerida para realizar alguma ordem, desde não comer do fruto da árvore do conhecimento a não cometer assassinato ou adultério. Não existe nem sugestão alguma de habilidade especial foi jamais requerida para realizar a Páscoa, clamar a Deus por misericórdia para “se voltar ao Senhor” (Isaias 55.7). Não há nenhum texto bíblico que diz que alguém necessita de uma habilidade especial para buscar ao Senhor com todo o seu coração e encontrá-lo (Jeremias 29.13-14). O requerimento de habilidade especial foi inventado para apoiar o Calvinismo.

A Páscoa (a qual retornaremos) é reconhecida mesmo pelos Calvinistas ser uma bela figura do Sacrifício de Cristo e a redenção oferecida a todos por meio do Seu sangue derramado pelos pecados do mundo. Inquestionavelmente, a oferta de livramento do julgamento de Deus naquela noite no Egito foi feita por todos sem exceção – mesmo os Egípcios que estavam desejosos de se juntar a Israel.[22] Tudo o que foi requerido – e foi requerido de todos – foi crer no pronunciamento de julgamento de Deus e na promessa de livramento e em fé matar o cordeiro, aplicar o sangue nos umbrais e comer a Páscoa dentro da casa enquanto o anjo destruidor passava por toda a terra.[23] Isto foi feito aparentemente por todos de Israel sem qualquer habilidade especial requerida. Nem sequer existe alguma sugestão de que Deus teve que os regenerar a fim de os dar a fé para crer e obedecer os seus mandamentos.

Certamente nem os israelitas ou os egípcios foram regenerados para os capacitar a crer nas promessas de Deus e realizar a Páscoa. Nicodemus foi um rabino piedoso que observou a Lei no melhor de sua habilidade e ele ainda não havia nascido de novo ou mesmo ouvido o termo, porque este conceito não se encontra no Antigo Testamento. Ainda houve muitos homens e mulheres no Antigo Testamento, de Enoque e Noé, a Davi e os Profetas, que viram, conheceram e obedeceram a Deus. Então, como pode ser dito que para buscar a Deus e crer nele deve-se primeiro ser regenerado soberanamente? Isto não é bíblico.

A maioria dos israelitas eram impiedosos, como sua rebelião e idolatria subsequente provaram. Embora “totalmente depravados” – e sem ser “regenerado” e dada fé de forma sobrenatural – eles creram na promessa da Páscoa e cumpriram as obras requeridas “agradando a Deus” aplicando o sangue do cordeiro. Talvez dois milhões creram, obedeceram e foram libertos do Egito. Ainda, a grande maioria daqueles que viajaram com Moisés pelo deserto por 40 anos provaram que eles não eram do Senhor por sua idolatria e rebelião contínua contra Ele.[24]

Inquestionavelmente a promessa de Deus foi por todo o Israel e foi sua boa intenção os abençoar, a todos, com seu cumprimento.[25] Todo israelita (não apenas alguns “eleitos” entre eles) foi esperado crer nas promessas de Deus e entrar na Terra Prometida por fé. No entanto, de toda esta geração que realizaram a Páscoa e deixaram o Egito, apenas Calebe e Josué entraram em Canaã.

O tratamento de Deus com Israel nem mesmo sugere que a regeneração teve que ocorrer antes que os israelitas pudessem ouvir Sua voz e obedecê-lo. Seus mandamentos, promessas e advertências não foram para certo número entre eles, mas para todos:

 

Agora, pois ó Israel, que é que o Senhor pede de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus Caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, que guardes os mandamentos do Senhor, e os seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem? (Deuteronômio 10. 12-13).

 

Não há sinal que Deus precisou regenerar soberanamente nenhum deles antes que eles pudessem se submeter a Ele totalmente. Mas o Calvinista argumenta que o homem natural estando “morto em transgressões e pecados” (Efésios 2. 1) é “não mais capaz de responder a Deus do que um cadáver.” MacArthur reitera “Como pode uma pessoa que está morta em pecado, cegada por Satã...exercer fé salvífica? Um corpo não poderia sair do túmulo e andar.”[26] Então porque nós somos ordenados a pregar o evangelho aqueles que nem podem ouvir nem crer?

Não há nenhum texto bíblico para apoiar esta visão. De fato, como vimos, a Bíblia ensina o oposto. O erro está em igualar morte espiritual com morte física. Claro, um corpo não pode andar – mas também não pode pecar. E que o espiritualmente morto pode crer é claro: “Que vem a hora e agora é...em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem [ou seja, prestar atenção e crer] viverão.” (João 5.25; veja também Efésios 5.14). Claramente o espiritualmente morto, longe de precisar ser primeiro regenerado soberanamente, ouve o evangelho, crê nele, e como resultado de crer, recebe por fé a vida eterna, ou seja, a regeneração. No entanto, o Calvinista continua a ensinar que a regeneração precede da fé porque do contrário a TULIP entraria em colapso.

 

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Fonte:

 

HUNT, Dave. WHITE, James. Debating Calvinism: Five Points, Two Views. Colorado Springs, CO.: Multnomah Books, 2004, pp. 281-291

 

Tradução Walson Sales

 

Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas na publicação

 

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[1] John Calvin, The Epistles of Paul the Apostle to the Romans and to the Thessalonians (grand Rapids, Mich.: Eerdmans, 1961), 28-29.

[2] Canons of Dort (Dordrecht, Holland: 1619), III, IV: 3.

[3] James R. White, The Potter’s Freedom: A Defense of the Reformation (Amityville, N.Y.: Calvary Press, 2000), 101.

[4] R. C. Sproul, Chosen by God (Chicago: Tyndale, 1986), 72.

[5] Ibid., 10.

[6] Edwin H. Palmer, The Five Points of Calvinism (Grand Rapids, Mich.: Baker, 1999), 27.

[7] John Piper and Pastoral Staff, TULIP: What We Believe about the Five Points of Calvinism (Minneapolis, Minn.: Desiring God Ministries, 1997), 11.

[8] White, Potter’s Freedom, 84.

[9] Loraine Boettner, The Reformed Doctrine of Predestination (Phillipsburg, N. J.: Presbyterian & Reformed, 1932), 101.

[10] Arthur W. Pink, The Holy Spirit (Grand Rapids, Mich.: Baker, 1978), 55.

[11] Grover E. Gunn, The Doctrines of Grace (Memphis, Tenn.: Footstool, 1978), 8.

[12] John Calvin, Commentary on the Gospel According to John (Grand Rapids, Mich.: Baker, 1984), 43; citadoem White, Potter’s Freedom, 183.

[13] R. C. Sproul, TheHolliness of God (Chicago: Tyndale, 1993), 144.

[14] White, Potter’s Freedom,185.

[15] Ibid., 75-89.

[16] Citadoem White, Potter’s Freedom, 78.

[17] Ibid., 101.

[18] Ibid., 79.

[19] Ibid., 113, 115.

[20] Ibid., 109.

[21] Ibid., 112-3.

[22] “Assim partiram os Filhos de Israel...cerca de seiscentos mil a pé...sem contar as crianças. E subiu com eles muita mistura de gente” (Êxodo 12. 37-38). “E o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo...” (Números 11.4).

[23] Êxodo 12. 6-13.

[24] Atos 7. 40-43.

[25] Exemplo, Salmo 81.

[26] John MacArthur Jr., Saved Without a Doubt (Colorado Springs, Colo.: Chariot Victor, 1992), 58.

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Texto publicado anteriormente aqui:

http://www.cacp.org.br/a-regeneracao-antes-da-fe-e-da-salvacao/

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A FALÁCIA GNÓSTICA E O EVANGELHO DE JESUS CRISTO.


POR LEONARDO MELO.


INTRODUÇÃO.


Desde os primeiros séculos de existência da Igreja, os falsos mestres e hereges sempre surgiram como obstáculos a serem superados pela Igreja de Cristo. Assim como Jesus, o apóstolo Paulo ensinou sobre falsos evangelhos que surgiriam ao longo da existência da Igreja, conforme, Mateus 24.4-5,11; Marcos 13.5-6, Lucas 22.8;II Coríntios 11.4; Gálatas 1.8-9;  I Timóteo 4.1-2; II Timóteo 3.1-9; II Pedro 2.1-3; Judas 4,10,12-13 O próprio apóstolo Paulo falando sobre os hereges à Igreja grega em Corinto admite a existência deles e exorta que em certa medida é salutar a existência deles para a Igreja, pois, eles[os hereges] serviriam de referencial para a justificação da verdade, e seriam descobertas suas mentiras, I Coríntios 11.19 [E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós]. Então, os ensinos heréticos iriam servir   como parâmetro afim de separar a mentira da verdade.   Os hereges sempre tiveram uma capacidade inquestionável de se multiplicarem, sejam em números de membros sejam em provocar cisão entre sí, criando novas perspectivas doutrinárias, porém, com a mesma proposta inicial. Não é uma lei, mas as seitas invariavelmente sofrem rupturas e são criados novos grupos heréticos, mas que não deixam seu objetivo primordial que é pregar suas mentiras e enganos sobre Jesus e o Evangelho. 


Os temas ligados ao  gnosticismo tem  atualmente  avançado com outras abordagens filosóficas e religiosas e em certa medida  tem  influenciado várias Igrejas cristãs e seus líderes.


Dentre aqueles que defendiam e apoiavam o  gnosticismos não houve um consenso quanto a sua doutrina. Vários pensadores gnósticos tinha seu entendimento próprio e dessa forma surgiram várias correntes gnósticas, isto é, ao longo dos anos floresceram várias concepções e sistemas gnósticos que possuíam sua própria visão acerca do mal, de Jesus Cristo, da pobreza, do universo, enfim, cada uma delas apresentavam seus dogmas e doutrinas independentes, porém, algumas correntes eram apenas extensões ou ampliação dos pensamentos da outras. Havia o gnosticismo sírio, o egípcio, o judaizante e o pôntico, o gnosticismo cristão dentre outra correntes gnóstica.


AS VARIANTES GNÓSTICAS E SUA CONCEPÇÃO SOBRE  JESUS CRISTO.


A data acerca do início do Gnosticismo é incerta e imprecisa. Alguns acreditam que ela nasceu como uma seita formada por um grupo de dissidentes do judaísmo. Outros creem que ele surge do meio cristão, todavia, os pais da Igreja acreditam que o gnosticismo apareceu no século I com Simão, o mágico de Samaria, conforme o Livro dos Atos dos Apóstolos, cap. 8 e segundo os pais da Igreja, Simão foi o primeiro gnóstico. A fim de justificar o surgimento do gnosticismo a partir do judaísmo,  alguns autores citam dois documentos: O Apocalipse de Adão e  A Paráfrase de Sem, que teriam influência gnósticas e surgiram dentro do Judaísmo. No entendimento de ALTANER & STUIBER[2010]: “Na verdade a origem exata do gnosticismo como fenômeno genérico, não foi plenamente elucidada, apesar das minuciosas e perseverantes  pesquisas a respeito da procedência de seus diversos elementos constitutivos, nos ambientes babilônico-astrológico, , Iraniano, egípcio, judaico tardio, helenista e cristão. Há quem considere o gnosticismo  uma transformação sincretista do Cristianismo, outros opinam por uma gnose pré-cristã, proveniente do judaísmo heterodoxo ou do mundo do helenismo  tão fortemente diferenciado  em sua estruturação, atingindo o máximo  de energia e expressão  apenas no Cristianismo do séc. II.


O que se deixa transparecer através dos pais da Igreja em seus escritos, é que  a partir dos séculos II a IV, conforme, Agostinho, Justino Martir, Irineu de Lião dentre outros, é que o gnosticismo exerceu uma pressão considerável de fora para dentro sobre a Igreja. Eles procuravam primordialmente negar as verdades contidas nas Sagradas Escrituras acerca de Jesus e sua Palavra, doutrina esta ensinada pelos pais apostólicos que tiveram que refutar os ensinos dos hereges. Na verdade, Deus levantou vários apologistas  a partir do séc. II contra esta heresia, além dos mencionados anteriormente: Agripa Castor escreveu contra Basilides,; Filipe de Gortina, Modesto e Rhodon, discípulo de Taciano, originário da Ásia Menor, refutaram Marcião; Musano combateu os encratitas, segundo   Eusébio de Cesareia. Gnosticismo é uma  palavra de origem  grega que tem como raiz a palavra gnose[γνοσε], que significa “conhecimento”. Eles tem uma visão cosmológica dualista sobre o universo, o bem e o mal e suas influências sobre o homem e a religião. 


Segundo [GEISLER. 2017]: “ O livro de Irineu , “Contra as Heresias”, dá um tratamento extenso ao que os gnósticos acreditavam. Três códices gnósticos escritos em copta foram publicados. Dois foram descobertos em Nag-Hammadi, no Egito, em 1945. O Códice Askewi-nus, contém Pistis Sophia; Códice Brucianus contém o livro de Jéu. O mais conhecido entre os documentos  de Nag-Hammadi  é o evangelho de Tomé. Uma terceira obra desse período , Códice Berolinensis, foi encontrada em outra parte e publicada em 1955. Contém o evangelho de Maria[Magdalena], a Sofia de Jesus, Atos de Pedro e o Apócrifo de João. A primeira tradução  de um tratado, O Evangelho da Verdade apareceu em 1956, e uma tradução de 51 tratados, inclusive o Evangelho de Tomé, apareceu em 1977”. Havia vários sistemas gnósticos e cada um deles tinha suas bases doutrinárias conforme o pensamento do líder. No entendimento de, [SOARES. 2012] os principais sistemas gnósticos surgidos nos primeiros séculos da existência da Igreja,  séculos II e IV foram:


1.Gnosticismo Sírio. Saturmino era seu defensor, também conhecido como Sartunilo[120 d.C.]. ele ensinava que Jesus Cristo  não nasceu,  não teve  forma nem teve corpo, foi simplesmente visto de forma humana  em mera aparência. Segundo Saturmino, Cristo veio para destruir o Deus do Antigo Testamento e salvar os  que cressem nele. Esse representante da escola  Síria ensinava que o Deus dos judeus era apenas  um dos sete anjos. Seguia a linha de Meandro , o qual ensinava que tudo veio a existir mediante os anjos, e era o seu número sete.


2.Gnosticismo  Egípcio. 

Era o de Saturmino ampliado e desenvolvido por Basilides[130 a.C.], cuja essência foi transmitida  por Valentino de maneira  poética e popular em 140 d. C.. Basilides ensinava que  que Cristo era a mente de primogênita  do Pai Ingênito – o Deus dos judeus. Negava a crucificação de Cristo, dizia que Simão , o cirineu, transfigurou-se e foi equivocadamente  crucificado, e que o populacho o tomou por Jesus. Assim, sendo, Cristo apenas presenciou a crucificação de Simão, seu sósia.


3. Gnosticismo Judaizante. Era um gnosticismo muito parecido  com as doutrinas dos Ebionitas]Judeus cristãos que negavam a divindade de Cristo e rejeitavam  todos os  Evangelhos, exceto o de Mateus]. Cerinto,  o mentor dos judaizantes, teve ligações com os Ebionitas no final do primeiro século. Cerinto negava o nascimento virginal de Jesus Cristo. Segundo ele, Jesus foi concebido normalmente de José e Maria e a sua sabedoria e poderes sobrenaturais advieram-lhe do Espírito Santo, no seu batismo, perdendo tudo quando foi crucificado e voltando a condição original.


4. Gnosticismo Pôntico. 

Foi o desenvolvido por Marcião[falecido por volta de 165 d.C,], natural de Sinope, província do Ponto , na Ásia Menor. Transferiu-se para Roma em 135 d.C., e a partir daí passou a considerar o Deus de Israel mau e depois de muitas reflexões,  o considerou fraco. Segundo ele, o Senhor Jesus não era o Filho do Deus do A.T., e Cristo revelou-se em Deus até então desconhecido. Pregava Marcião que todos os cristãos deviam rejeitar as Escrituras Sagradas dos judeus e o Deus nelas reveladas. Selecionou para sí uma coleção de livros autorizados contendo as epístolas paulinas ]sem as pastorais  e mutiladas todas as passagens que revelam ser Cristo o Filho de Deus do Antigo Testamento], pois, segundo ele, somente Paulo entendeu o Evangelho de Cristo e os demais apóstolos caíram “no erro do judaísmo”. Ele incluiu no seu cânon o Evangelho de Lucas mutilando todas as passagens que afirmam que o Deus dos patriarcas Abraão,  Isaque e Jacó é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Dentre os pais da Igreja, Irineu de Lião foi um dos  que combateram veementemente a heresia gnóstica. Sua obra “Adversus Haereses[Contra as Heresias], foi discípulo de Policarpo e este Do apóstolo João.


Os defensores do Gnosticismo são tão influenciados pelas trevas que tiveram a ousadia de associar esse movimento filosófico-religioso com o Cristianismo. E o movimento iniciado por Carpócrates de Alexandria de alguma forma tenta associar os ensinos do Evangelho e as cartas  paulinas a esse movimento herético. É fundado o Gnosticismo Carpocratis[cristão] em meados da metade do século II.


5. Gnosticismo carpocratis[cristão].  Carpocraciano é a denominação dada aos seguidores de um movimento cristão gnóstico do século II  que professava as doutrinas de Carpócrates de Alexandria. Epífanes, filho de Carpócrates e sua mulher Marcelina, organizaram a seita em Roma quando o  Papa Aniceto exercia seu pontificado. Rejeitavam o Antigo Testamento e defendiam que José é o pai carnal de Jesus. Em seu escopo doutrinário Defendiam a pré-existência das almas para explicar as imperfeições do homem e diziam que nosso fim supremo era nos unir a um ser superior, divino. Durante os cultos, os sacerdotes e sacerdotisas sujavam suas mãos de   excrementos e  durante as celebrações eles passavam as mãos uns nos outros, e entre os membros da seita, eles praticavam orgias entre sí. também durante o culto os sacerdotes e sacerdotisas rezavam nus e faziam sexo. Era considerada  uma seita libertina. Irineu de Lyon os acusou de praticar magia e os repreendeu duramente. São considerados hereges pela Igreja cristã.


É oportuno salientar o ponto de vista de ALTANER & STUIBER [2010] acerca das características do sistema gnóstico: “[...] entre as características do gnosticismo  se destacam tanto um dualismo absoluto de:  Deus-Mundo, Espírito-Matéria, Bem-Mal, , como ainda uma sequência  de emanações  do Deus transcendente e supremo, a se desdobrarem até o mundo ínfimo da matéria e do Mal. Também o homem foi implacavelmente  arrastado a luta entre a luz e as trevas, ou seja , pelo pendor á caducidade, do qual só pode ser salvo pelo conhecimento[Gnosis] das interdependências das coisas”.


Ao estudarmos sobre o gnosticismo percebemos facilmente como seus líderes tiveram suas mentes e corações perturbados e influenciadas por doutrinas de demônios. O apóstolo Paulo deixa isso bem claro, tanto em sua carta à Igreja de Corinto quanto ao escrever ao jovem pastor Timóteo, por exemplo: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”; “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”; I Timóteo 4.1-2. E hoje, alguns líderes eclesiásticos tem incorporado em suas pregações  sutilmente  elementos do gnosticismo. Paulo, o apóstolo João, Tertuliano, Irineu de Lião, foram os principais apologistas entre outros que mais combateram o gnosticismo em suas época. O Gnosticismo também tem influenciado o movimento filosófico-religioso Nova Era, e em   pregações de cunho positivista e de auto-ajuda de forma sutil, que se a audiência não estiver atenta e não conhecer a Palavra de Deus, certamente se deixará se seduzir  por muitos   pregadores que doutrinam os fieis com suas falácias gnósticas.  


Será razoável compreendermos que o Gnosticismo, evidencia a busca ao conhecimento ocultista, assim como, nega peremptoriamente a encarnação de Cristo, contrariamente do que afirma a Bíblia. É razoável citarmos o profeta Isaías ao falar profeticamente acerca do Messias [Jesus Cristo] : “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”, Isaías 9.6, e esta verdade é confirmada pelo apóstolo João: “E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós”, Jo. 1.1, e como em um efeito cascata negam a morte e a ressurreição de Cristo. Defendem um  dualismo filosófico-religioso que não tem respaldo nas Escrituras, trazendo da mitologia babilônica um confronto eterno entre o bem e o mal e a questão do elemento material do ser humano[carne, corpo] e o elemento imaterial[espírito], isto é,  entre outras heresias pregadas pelos gnósticos estar a assertiva que o mal estar entrelaçado a ignorância humana e  que  portanto a ação do mal na vida do homem leva a uma vida de fracasso, miséria espiritual e pobreza.  Logo, só os gnósticos tem um conhecimento superior e poucos tem o privilégio de possuir tal conhecimento, distinguindo-os assim da massa ignorante.


CONCLUSÃO


O Gnosticismo surgiu nos primórdios da Igreja, e muitos foram seduzidos pela suas falácias filosófico-religiosa. Atualmente algumas pregações feitas  por lideres eclesiásticos percebemos de maneira sutil a influência gnóstica nestes sermões. Vimos a interferência gnóstica em determinadas pregações pela inserção de elementos que compõem o sistema gnóstico, como a confissão positiva, o materialismo, a rejeição do mal, porém sugerindo que o bem sempre triunfará sobre o mal, e que o homem nasceu para ser abençoado e livre de enfermidades, enfim, pregações onde a influência gnóstica se faz conhecer. A influência gnóstica também é observada em alguns sistemas religiosos heréticos da antiguidade: Monarquianismo, Arianismo, Sabelianismo, e outros movimentos heréticos, todavia, essas práticas heréticas demoníacas que tentou-se introduzir na Igreja do Senhor Jesus, Paulo pelo Espírito Santo já advertia: “Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofreríeis”, II Co. 11.4.


É debalde a luta pela verdade, desviando-se dela, pois, a verdade sempre irá prevalecer não importa quão duradouro seja o embate. Temos esse corolário advindo da Bíblia: “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade”, II Coríntios 13.8. É como o apóstolo Paulo exortou aos crentes em Colossos: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”, Cl. 2.8. Gigantes pós era apostólica foram levantados por Deus para combater essa heresia terrível que se alastrou no mundo religioso da época: Agostinho, Justino Martir, Tertuliano, Irineu de Lião, dentre outros que foram verdadeiros apologistas contra essa heresia. É incompatível o gnosticismo com o Cristianismo. Ambos se opõem diametralmente. Sobre Jesus Cristo, a Bíblia é bem clara ao se referir ao Filho de Deus. É Ele o Deus que encarnou, que na forma de homem cumpriu tudo o que lhe estava proposto. Os escritos Neo-Testamentário é bastante enfático ao discorrer sobre Jesus. Temos os seguintes textos bíblicos que confirmam essas assertivas: João 1.1; 1.14; 1.36; 9.35; 11.4;  13.31,  I João 4.15, 5.5; Marcos 1.1; Atos  13.32;  I Coríntios 1.9; II Coríntios 1.3;   Filipenses 2.6-11; 3.20-21; Colossenses 1.12-20, 26-27; 2.9, 15,


Percebemos anteriormente que vários textos confirmam a assertiva que Jesus é o Filho de Deus e o próprio Deus. Os sinóticos atestam esta verdade. As Escrituras Sagradas Neo-Testamentária não deixam dúvidas sobre a identidade de Jesus como Deus e o verdadeiro propósito do Filho de Deus ao vir a terra, tomar forma humana, morrer e ressuscitar ao terceiro dia. Jesus tomou seu cálice a fim de conceder liberdade ao homem. Não há registros nos anais da história universal de qualquer homem que exerceu o poder da liderança nos impérios, ou foi um guru religioso ou líder de uma religião e que  esteja vivo até os dias de hoje comandando seus súditos. Simplesmente não existe, porque o único que detém o poder sobre a vida e a morte é Deus, é Jesus Cristo: I Sm. 2.6; Sl. 30.3; 139.13-17; Ec. 8.8; Mt.  28.18;  Ef. 4.10; Fp. 2.10; Ap. 5.13,ss.


A morte e ressurreição de Jesus Cristo  denotam  sua  singularidade, pois, Ele foi e é o único que morreu, ressuscitou e estar vivo diante de Deus. Esse é o fundamento da fé dos cristãos. Seu líder supremo estar vivo. Sua ética e Teologia é muito mais elevada do que meros conceitos religiosos e filosóficos criados pelos homens, que em seu racionalismo cético vão caminhando para a perdição. A Bíblia é o Livro de Jesus. Conta sua origem e sua História. Ainda que os céticos, apóstatas e hereges preguem o contrário. Jesus é Senhor, Sumo-Sacerdote, Rei, Profeta, Messias, Salvador, Servo sofredor, o Filho do Homem e do Deus Vivo, Jesus é Deus!

sexta-feira, 9 de abril de 2021

A Regeneração Precede a Fé?


 

 

O Calvinista R.C. Sproul escreve,“Regeneração não é o fruto ou o resultado da. Invés, regeneração precede a fé como a condição necessária para fé”[ênfase no original].[1]

E de novo Sproul escreve,“Qualquer cooperação que nós apresentamos em direção aDeusocorre somente após a obra de regeneração ter sido completada…Regeneração deve ocorre primeiro, antes que possa haver qualquer resposta positiva em fé” [ênfase no original][2]

“[Um] ponto principal da teologia Reformada é a máxima: Regeneração precede a fé…Nós não cremos a fim de nascer de novo; nós nascemos de novo a fim de crer”.[3]

Sproul não é o único Calvinista a ensinar que a Regeneração precede a fé:

A.W. Pink,“O homem escolhe o que está de acordo com a sua natureza e portanto, antes que ele possa escolher ou preferir o que é divino e espiritual, uma nova natureza deve ser comunicada nele; em outras papalvras, ele deve nascer de novo”.[4]

J. Denham Smith“Eu creio em livre-arbítrio; mas então só é livre pra agir de acordo com a natureza…O pecador em sua natureza pecaminosa nunca teria uma vontade de acordo com Deus. Por isso ele deve nascer de novo”.[5]

Edwin H. Palmer“O homem está morto em transgressões e pecados, não somente doente ou ferido, mas, contudo ainda vivo. Não, o não-salvo, o não regenerado, é espiritualmente morto (Ef. 2). Ele é incapaz de pedir ajuda a menos que Deus mude seu coração de pedra por um coração de carne e o faz vivo espiritualmente (Ef. 2.5). então, uma vez que ele é nascido de novo, ele pode, pela primeira vez se voltar pra Jesus, expressando tristeza pelos seus pecados e pedindo pra Jesus o salvar”.[6]

Loraine Boettner“Um homem não é salvo porque ele crê em Cristo; ele crê em Cristo porque ele é salvo”.[7]

Embora o ensino que a regeneração precede a fé é uma doutrina padrão no Calvinismo, James White, em um debate com Dave Hunt, assumiu uma postura não tão comum. Ele escreve,“O erro fundamental que o Sr. Hunt faz nessa seção é confundir regeneraçãocom a totalidade dasalvação. A salvação inclui regeneração, perdão, adoção e santificação. Ele, na verdade, vai tão longe ao ponto de perguntar: ‘Como pode o Calvinista ignorar o claro ensino da Escritura que a salvação é por fé e concluir que a fé vem como resultado de ser salvo?’. Tal declaração significa que o Sr. Hunt ou é ignorante sobre os escritos reformados ou não a representa com precisão”.[8]

Não é assim. Charles Spurgeon escreve que, “um homem que é regenerado…já é salvo”.[9]Jonh MacArthur iguala regeneração/novo nascimento com a salvação.[10]Sproul, citado acima, iguala a regeneração com o ser nascido de novo. E Loraine Boettner, citado acima, escreve: “Um homem não é salvo porque ele crê em Cristo; ele crê em Cristo porque ele é salvo”.[11]Contra White, a doutrina reformada da predestinação implica salvação antes da fé. Se ele for consistente, White teria que concluir que Loraine Boettner, R.C. Sproul, John MacArthur e Charles Spurgeon foram, e são, ou ignorantes acerca dos escritos reformados ou não os representam com precisão. Penso eu que seria pouco provável, uma vez que os teólogos acima estavam expondo as suas próprias crenças. Isto é, quem melhor do que os próprios teólogos reformados para explicar o que a teologia Reformada na verdade é? White não pára por ai, embora em suas observações finais da seção, ele escreve,“Primeiro, ele [Dave Hunt] confunde os termos, tais como salvaçãoeregeneração. Na maioria das obras teológicas,regeneraçãoé um subconjunto de de um termo largo e amplo,salvação, que com freqüência inclui dentro dela a justificação, perdão, redenção e adoção”.[12]

E, como Hunt acertadamente destaca em sua réplica, um ‘subconjunto’ da salvação seria uma parte da salvação (que White reconhece vir por fé), assim, fazendo a regeneração por fé também. A palavraregeneraçãoocorre somente uma vez naBíblia, emTito 3.5. O verso diz:

 

“Mas quando se manifestaram a bondade e o amor pelos homens da parte de Deus, nosso Salvador, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,” (Tito 3:4,5– NVI).

 

Como este é o único uso bíblico da palavra, qualquer teoria que coloca a regeneração antes da salvação, e assim, antes da fé (que é a condição da salvação), está operando a partir de uma definição não-bíblica. Tito deixa isso perfeitamente claro e Spurgeon acertou: salvação e regeneração não podem ser separadas, e um homem sendo regenerado, já está salvo.

Como a salvação e a regeneração não podem ser separadas, o Calvinista terá que mostrar a partir das Escrituras onde é dito alguém ter sido regenerado/nascido de novo antesde eles terem exercido arrependimento em direção a Deus e fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. O que as Escrituras dizem? A regeneração precede a fé ou a fé precede a regeneração?

 

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”.(Marcos 16:15-16– ACRF)

 

“Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12– NVI)

 

“Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.(João 3:15-16– ACRF)

 

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.(João 3:36– ACRF)

 

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. (João 5:24– ACRF)

 

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; E não quereis vir a mim para terdes vida”. (João 5:39-40– ACRF)

 

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo”.(João 6:51– ACRF)

“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. … Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim”.(João 6:53-54, 57 – ACRF)

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;”(João 11:25– ACRF)

 

“Seja-vos, pois, notório, homens irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados. E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê”. (Atos 13:38-39)

 

“E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. (Atos 16:31)

 

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”.(Romanos 1:16)

 

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. (Romanos 10:9-10)

 

“Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crêem por meio da loucura da pregação”.(1 Coríntios 1:21 – NVI)

 

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. (Hebreus 11:6)

 

Em cada caso desses, a fé claramente precede a salvação/regeneração/a nova vida em Cristo. Mas, como ser regenerado ou nascido de novo envolve a recepção do Santo Espírito, a questão deve ser levantada: O Espírito Santo desperta o espiritualmente morto antes ou depois que eles creram? Novamente, as Escrituras são claras:

 

“Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado”. (João 7:38-39)

 

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;” (Atos 2:38)

 

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito”.(Gálatas 3:13-14)

 

“E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai”. (Gálatas 4:6)

 

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória”.(Efésios 1:13-14)

 

Como as Escrituras deixam perfeitamente claro, receber o Santo Espírito vemapósa fé. O Calvinista James White não duvidaria objetar os versos acima sendo usados em apoio a crença que a fé precede a regeneração, justamente como ele fez em seu debate com Dave Hunt. Sua objeção estava baseada sobre a declaração que os versos somente provam que a salvação é por fé, e não a regeneração. Mas, como foi destacado acima, de acordo com a Bíblia, salvação e regeneração são inseparáveis, e assim, um homem regenerado é um homem salvo. Portanto, a objeção de White está baseada sobre seu funcionamento de uma definição não-bíblica de regeneração.

Em adição as Escrituras acima, há também as vidas de dois homens que refutam a ideia de que a regeneração precede a fé: Nicodemus (João 3) e Conélio (Atos 10). Nicodemus era 1) um Fariseu (João 3.1), 2) Chefe de Estado entre os judeus (João 3.1), e 3) um ensinador em Israel (João 3.10). De acordo com os primeiros versos do capítulo 3 de João, Nicodemus veio a Jesus a noite e disse que sabia que Jesus era de Deus. Perceba que Nicodemus não confessa crer que Jesus é o Messias Prometido; ele apenas confessa crer que Jesus é de Deus. E a maneira que Jesus respondeu a Nicodemus, a princípio, não parece ter nada a ver com o que realmente Nicodemus disse. Nicodemus começou dizendo que ele sabia que Jesus era de Deus, e Jesus respondeu dizendo a ele o que era necessário para entrar no Reino de Deus. Mas, como destaca John MacArthur, Jesus não estava respondendo ao que Nicodemusdisse, mas estava respondendo ao que Ele sabia que estava nocoraçãode Nicodemus:

Mas, olhe o verso 3, “E Jesus respondeu…” É interesante que Jesus responde uma questão que Nicodemus nem mesmo perguntou. E aqui você tem uma prova que esse é o Messias porque Ele lê o coração de Nicodemus e não se importa com o que Nicodemus diz com a boca. Verso 3 “Jesus respondeu e disse: Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus”.

Alguém diz, “Bem, o que o Reino de Deus tem a ver com alguma coisa? Quem está falando sobre o Reino de Deus?” Ninguém estava falando sobre isso, mas advinha quem estava pensando sobre isso? Você vê, havia apenas uma coisa na mente de Nicodemus, a mesma velha coisa que estava na mente de todos os outros judeus: como entrar no Reino de Deus? Ele olhou atrás para o Antigo Testamento e viu o Reino prometido.

O homem, toda a luta de sua vida era ser parte do Reino. E quando a Bíblia usa o termo “Reino de Deus” que é diferente de “Reino dos Céus”, quando a Bíblia usa o termo “Reino de Deus” se refere ao domínio de Deus. Isso é realmente a esfera da salvação em qualquer tempo. Em outras palavras, eu, mesmo agora como cristão, sou parte do Reino de Deus. O Reino de Deus terá um aspecto milenial, quando Cristo reinar na terra por mil anos. Esse será uma parte do Reino de Deus. O Reino de Deus tem um significado eterno, contextual…a eternidade será o Reino de Deus. Toda a esfera da salvação em qualquer tempo na história é o Reino de Deus. Ele tem um aspecto agora, um aspecto milenial e um aspecto no estado eterno.

E então, Nicodemus em seu coração, ele queria saber como chegar a Deus. Isso é o que ele queria saber. Como ser uma parte do mundo de Deus, como ser parte da esfera do homem redimido, como ser uma parte daqueles que são santos, que pode estar com Deus e viver com Deus e habitar em seu Reino. Isso é o que estava em seu coração. Ouça, ele não estava todo enrolado nessa religião apenas para o exercício. Ele estava nela porque ele estava buscando o Reino de Deus apaixonadamente.

E Jesus o respondeu, não a questão de sua boca, mas a questão do seu coração. Nicodemus nunca chegou a colocar a questão em palavras. Mas Ele diz, “Nicodemus, você tem que nascer de novo. Nascer de novo…o que você quer dizer? Eu quero dizer, você tem que começar tudo de novo, Nicodemus”.[13]

A razão que esse relato da vinda de Nicodemus a Jesus refuta a noção calvinista de regeneração precedendo a fé é que no sistema Calvinista, não apenas a regeneração precede a fé, mas a regeneração também precede a busca da pessoa por Deus. Mas aqui emJoão 3, Nicodemus está claramente procurando, mas ainda como um não-regenerado.

A segunda pessoa que refuta o Calvinismo é Cornélio no capítulo 10 de Atos. No verso 2 de Atos capítulo 10, nós lemos que Cornélio era “um homem devoto e temente a Deus com toda a sua casa…e continuamente orava a Deus”. Daí, nós lemos 1) As orações de Cornélio sendo reconhecidas por Deus, 2) um anjo de Deus mandando Cornélio enviar alguém a Pedro, 3) finalmente Pedro chegando, 4) Pedro pregando as Boas Novas a Cornélio e sua casa, e 5) nós lemos o Espírito Santo caindo sobre todos os que ouviram a Palavra. Agora, como a Bíblia deixa claro que um homem regenerado é um homem salvo (Tito 3.4,5), é igualmente claro que Cornélio não era regenerado até o Espírito Santo cair sobre ele. Mas, se ele não era regenerado até o fim do capítulo dez, então como, de acordo com o sistema Calvinista, Cornélio poderia ter sido um homem devoto que temia a Deus? Como ele poderia ter buscado a Deus sendo ainda não-regenerado? De acordo com o sistema Calvinista, ele não teria sido capaz de fazer isso, mas, de acordo com a Bíblia, ele fez. Assim, nós vemos nesse ponto que o Calvinismo não tem fundamento bíblico: não há um verso na Escritura que inequivocamente declara que o homem deve nascer de novo, ou ser regenerado, ou receber o Espírito Santo antes que ele possa ter fé em Cristo, nenhum. Até mesmo o Calvinista Charles Spurgeon viu a insensatez de ensinar que a regeneração precede a fé:

 

“Se estou pregando a fé em Cristo a um homem que já é regenerado, então o homem sendo regenerado, já é salvo e isso é uma coisa desnecessária e ridícula para mim pregar Cristo a ele, e tentar fazer ele crer a fim de ser salvo quando ele já é salvo, sendo regenerado. Mas você vai me dizer que eu deveria pregar apenas para aqueles que se arrependem de seus pecados. Muito bem, mas desde que o verdadeiro arrependimento do pecado é a obra do Espírito, qualquer homem que tenha arrependimento é certamente salvo, porque o arrependimento evangélico nunca pode existir em uma alma não renovada. Onde há arrependimento já há a fé, pois eles nunca podem ser separados. Assim, então, eu estou apenas pregando a fé para aqueles que já a tem. De fato algo absurdo! Este não é o exemplo do homem que é curado e depois lhes trazem o remédio? Esta é a pregação de Cristo aos justos e não aos pecadores”.[14]

 

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Fonte:

 

http://counteringcalvinism.wordpress.com/2011/06/26/does-regeneration-precede-faith/

 

Tradução Walson Sales

 

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Notas:

 

[1] R.C. Sproul,Essential Truths of the Christian Faith, (Tyndale House Publishers Inc., Wheaton, IL, 1992), p. 172.

 

[2] Sproul,What Is Reformed Theology?(Baker Books, 1997), p. 186.

 

[3] Sproul,Chosen By God, pp. 72-73, as quoted inWhosoever Will: A Biblical-Theological Critique of Five-Point Calvinism, (B&H Academic, Nashville, Tennessee, 2010), p. 136.

 

[4] A.W. Pink,The Sovereignty of God, (Bridge-Logos,Alachua,FL, 2008), p. 138.

 

[5] J. Denham Smith, quoted in Pink,The Sovereignty of God, p. 151.

 

[6] Palmer, The Five Points of Calvinism, p. 19.

 

[7] Loraine Boettner,The Reformed Doctrine of Predestination, p. 101.

 

[8] James White, inDebating Calvinism, p. 293.

 

[9] Charles Spurgeon,The Warrant of Faith, disponível online em (<http://www.spurgeon.org/sermons/0531.htm>), URL correct at 20thMay, 2011.

 

[10] John MacArthur, The New Birth, 19th April, 1970. disponível online em (<http://www.gty.org/Resources/Sermons/1505B_The-New-Birth>), URL correct at 30thMay, 2011.

 

[11] Loraine Boettner,The Reformed Doctrine of Predestination, p. 101.

 

[12] White, Debating Calvinism, p. 305.

 

[13] John MacArthur,The New Birth, 19th April, 1970. disponível online em (<http://www.gty.org/Resources/Sermons/1505B_The-New-Birth>), URL correct at 30thMay, 2011.

 

[14] Charles Spurgeon, Sermon: The Warrant of Faith, disponível online em (<http://www.spurgeon.org/sermons/0531.htm>) URL correct at 20th May, 2011.

 

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https://www.gospelprime.com.br/a-regeneracao-precede-a-fe/

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