Por Walson Sales
A teoria da evolução Darwiniana é amplamente aceita no meio acadêmico como a explicação dominante para a origem e a diversidade da vida. No entanto, essa aceitação muitas vezes ocorre sem um exame crítico de suas premissas fundamentais. O biólogo Jonathan Wells ressalta a necessidade de comparar continuamente as teorias científicas com as evidências:
> “Como todas as outras teorias científicas, a evolução Darwiniana deve ser continuamente comparada com a evidência. […] Se ela não se encaixa com a evidência, ela deve ser reavaliada ou abandonada – do contrário isso não é ciência, mas mito” (STROBEL, 2004, p. 277).
Lee Strobel, em The Case for a Creator, apresenta um conjunto de premissas que sustentam o darwinismo, demonstrando que, para aceitar essa teoria sem questionamento, é necessário acreditar em absurdos lógicos e científicos. Neste artigo, examinaremos cada uma dessas premissas e demonstraremos suas contradições.
1. O Nada Produz Tudo
A cosmovisão darwinista, quando combinada ao naturalismo filosófico, exige que se aceite que tudo o que existe veio do nada. No entanto, a ciência e a lógica mostram que "nada" não pode ser a causa de "algo". Como William Lane Craig destaca, “o nada não é algo, é simplesmente a ausência de qualquer coisa, e a ausência de qualquer coisa não pode gerar coisa alguma”.
A teoria do Big Bang indica que o universo teve um começo. Se teve um começo, precisa de uma causa. Aceitar que o universo simplesmente surgiu sem causa é rejeitar o princípio da causalidade, que é um dos pilares da ciência. Como argumenta Aristóteles, “nada vem do nada”. Portanto, essa premissa darwinista se contradiz com o próprio método científico.
2. A Não Vida Produz Vida
A abiogênese — a ideia de que vida pode surgir espontaneamente da matéria inanimada — nunca foi observada em laboratório. Pasteur, no século XIX, refutou a geração espontânea ao demonstrar que a vida sempre provém de vida. No entanto, os evolucionistas ainda sustentam que, em algum momento no passado, a não vida deu origem à vida.
Os experimentos de Stanley Miller nos anos 1950 tentaram recriar as condições primitivas da Terra e produziram alguns aminoácidos. Porém, essas moléculas não se organizaram espontaneamente para formar vida. Francis Crick, co-descobridor do DNA, afirmou:
> “Um homem honesto, armado com todo o conhecimento disponível a nós agora, só poderia afirmar que, de certa forma, a origem da vida parece, neste momento, quase um milagre.”
Se a ciência nunca observou a vida surgindo do não vivo e os experimentos demonstram a complexidade envolvida nesse processo, acreditar que a vida surgiu sem intervenção inteligente é um ato de fé, não de ciência.
3. Aleatoriedade Produz Ajuste Fino
O universo apresenta um ajuste fino surpreendente. As constantes físicas — como a força gravitacional, a carga do elétron e a constante cosmológica — possuem valores exatos que permitem a existência da vida. Se uma dessas constantes fosse alterada minimamente, o universo seria inabitável.
Roger Penrose, físico e colaborador de Stephen Hawking, calculou que a probabilidade de o universo ter surgido com as condições certas para a vida é de 1 em 10¹²³. Esse número é tão grande que desafia qualquer noção de acaso.
A hipótese de que um universo tão precisamente ajustado surgiu por mero acaso exige mais fé do que qualquer argumento teísta. Como John Lennox afirma:
> “Suponha que você vá jantar em um restaurante e encontre um prato com sua comida favorita e seu nome escrito no prato. Você pensaria que foi coincidência? Ou assumiria que alguém intencionalmente preparou aquilo para você?”
O ajuste fino do universo aponta não para aleatoriedade, mas para intencionalidade.
4. Caos Produz Informação
O DNA é um dos maiores desafios ao darwinismo. Ele é um sistema codificado que contém informações complexas e específicas. Como Michael Behe argumenta, não existe na natureza nenhum exemplo de informação complexa e específica surgindo espontaneamente do caos.
Se a teoria da informação nos ensina que códigos requerem um codificador, então quem programou o DNA? Aceitar que informação sofisticada e organizada emergiu do acaso é ignorar o que sabemos sobre sistemas informacionais. Como John Lennox afirma:
> “A informação não pode ser reduzida à matéria e energia. Se encontrarmos uma mensagem escrita na areia, sabemos que alguém a escreveu.”
Assim, a existência da informação genética aponta para uma mente inteligente por trás da vida.
5. Inconsciência Produz Consciência
O problema da consciência humana é um dos maiores desafios ao materialismo. Como algo puramente físico pode dar origem à autoconsciência, ao pensamento abstrato e à moralidade? Se os processos naturais são cegos e inconscientes, por que os seres humanos desenvolveram consciência e livre-arbítrio?
O filósofo Thomas Nagel, ateu confesso, reconhece essa dificuldade:
> “A consciência é a evidência mais significativa de que a visão materialista do mundo está errada.”
Se o materialismo não consegue explicar a origem da consciência, a hipótese de uma mente inteligente criadora se torna muito mais plausível.
6. Irracional Produz Razão
Se o darwinismo está correto e nossa mente é apenas um produto da seleção natural, então nossas crenças não são confiáveis, pois foram moldadas apenas para a sobrevivência e não para a verdade. Como C. S. Lewis argumenta:
> “Se o meu cérebro for apenas o resultado de processos irracionais e não guiados, por que eu deveria confiar no que ele pensa?”
Se o ateísmo e o naturalismo forem verdadeiros, não há base para confiarmos em nossa própria razão. Mas se há um Criador racional, então faz sentido que tenhamos sido criados com a capacidade de pensar logicamente e buscar a verdade.
Conclusão
Ao analisar essas seis premissas fundamentais do darwinismo, fica claro que ele exige mais fé do que a crença em um Criador. A ideia de que o nada pode produzir tudo, que a vida surgiu do não vivo, que o caos gerou ordem e que a irracionalidade originou a razão contradiz os próprios princípios da ciência e da lógica.
Lee Strobel conclui corretamente:
> “Baseado nisto, eu fui forçado a concluir que o Darwinismo requereria um salto cego de fé, coisa que eu não estava querendo fazer” (STROBEL, 2004, p. 277).
A verdadeira ciência não deve ser guiada por dogmas materialistas, mas pela busca honesta da verdade. E quando seguimos as evidências onde elas nos levam, percebemos que a explicação mais coerente para a origem do universo e da vida não está no acaso, mas na existência de um Criador Inteligente.
Referências
STROBEL, Lee. The Case for a Creator: A Journalist Investigates Scientific Evidence That Points Toward God. Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 2004.
Nenhum comentário:
Postar um comentário